quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Homicídios crescem 92% em São Paulo só em outubro

Os casos de homicídios cresceram 92% na capital paulista em outubro deste ano em relação ao mesmo mês de 2011, segundo dados divulgados no início da noite desta quarta-feira (21) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Foram 150 casos em outubro deste ano, contra 78 no ano passado. Se considerado o número total de vítimas das ocorrências, outubro de 2011 registrou 82 mortes e, neste ano, foram 176 vítimas, um crescimento de 114%. 

Ainda na capital, o crescimento foi de 11% entre setembro e outubro deste ano: de 134 para 150 mortes. No mês de outubro, foram registrados seis casos de latrocínios (roubos seguidos de mortes). Em setembro, houve 12 casos. Os latrocínios também caíram nos dados de todo o estado. A redução foi de 25% em comparação ao mesmo mês em 2011, de 28 para 21 casos.
Em todo o estado, os homicídios aumentaram 11,62% entre janeiro e outubro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação entre outubro de 2011 e outubro de 2012, o aumento de homicídios foi de 37,9%: de 366 para 505 ocorrências. A taxa de homicídios fechou em outubro em 10,89 casos por 100 mil habitantes.
Mudança de secretário
Os dados da violência foram divulgados no mesmo dia da saída do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. Ele deixou o cargo em meio à onda de violência que deixou 93 policiais militares mortos desde o início deste ano no estado. No lugar dele, assume a pasta nesta quinta-feira (22) o ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira.
No final de outubro, Ferreira Pinto e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, trocaram farpas. Cardozo afirmava ter oferecido, desde julho, inteligência e transferência de presos. O secretário dizia não ter recebido proposta e que teve negado pedido de recursos na ordem de R$ 149 milhões para equipamentos. Ferreira Pinto negou ter recebido a oferta, acrescentando que a afirmação de Cardozo teve fins políticos, já que o anúncio foi feito um dia antes do segundo turno das eleições municipais.
O bate-boca terminou após um telefonema entre a presidente Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Os governos estadual e federal fecharam um acordo de cooperação na área da segurança em 6 de novembro, após reunião entre Cardozo e Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista.
Arte: Revista Veja 

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